Bancários continuam em greve

14/09/2016 14:18

Os bancários continuam em greve. Na última terça-feira (13), uma rodada de negociações  entre Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o comando dos bancários ocorreu, em São Paulo, mas, segundo a categoria, não houve nenhum avanço com relação à negociação. Uma nova rodada  foi marcada para quinta-feira (15), às 16h, também em São Paulo. Segundo o Sindicato dos Bancários de Petrópolis (SindBancários), o último reajuste oferecido à categoria, de 7 %, está longe do pedido dos trabalhadores que é de um aumento real acima da inflação.

“Estamos acompanhando essas rodadas de negociação. Por enquanto, continuamos sem previsão para o término da greve. Estamos a espera de uma proposta que atenda a nossa realidade para que possamos marcar uma assembleia com os empregados. Dessa forma, continua o rodízio no funcionamento dos bancos em Petrópolis”, disse Marcos André Alvarenga, presidente do Sindicato dos Bancários.

Os bancários reivindicam o reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, com inflação de 9,31%; participação nos lucros; piso salarial de R$ 3.940,24; vale-alimentação, refeição, décimo terceiro, cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação. 

No dia 29 de agosto, a proposta rejeitada foi de um reajuste de 6,5% mais um abono de R$ 3 mil. Já última rodada de negociações, ocorrida no dia 9 de setembro, o reajuste oferecido foi de 7% mais abono de R$ 3.300. Segundo Alvarenga, as propostas estão longe de atingir o objetivo da categoria que é a de garantir um reajuste acima da inflação.

"É preciso salientar que nos últimos treze anos tivemos um aumento acima da inflação, justamente para poder garantir o poder de compra. Ano passado a inflação foi de 9.9% e fechamos o acordo em 10%”, explica. 

Neste período os bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa econômica Federal terão os serviços internos paralisados. Já os bancos privados – Bradesco, Santander e Itaú – operam em esquema de rodízio, que depende da adesão dos bancários para o fechamento. Dessa forma, não é possível informar com antecedência qual banco será paralisado e a decisão é tomada sempre pela manhã. 


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