Catecismo maior de Lutero – Sexto mandamento

07/07/2017 08:00

“Não adulterarás.” (Êxodo 20.14) / “Não cometa adultério.” (Catecismo Menor).

Fica expresso aqui que ao próximo não se deve causar desonra em sua esposa. Isso visa principalmente ao adultério, porque o povo judeu era organizado de tal forma que todos tinham que ser casados. Por isso também os jovens eram casados o mais cedo possível. O estado civil de solteiro não tinha valor, também não se permitia a prostituição e devassidão pública como agora. Por isso, o adultério entre eles era considerado a mais vil incastidade.

Como entre nós reina essa infame e imunda babilônia de depravação e libertinagem, este mandamento também está colocado contra toda falta de castidade. A proibição se aplica não somente ao ato exterior, mas também a todas as suas causas, estímulos e meios: o coração, a boca e o corpo inteiro devem ser castos, não devem ceder espaço à incastidade. (Mateus 5.27,28) “Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério”. Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração.”

Também se deve resguardar, impedir e resgatar seu próximo quando houver risco e necessidade, ajudando e recomendando que mantenha a dignidade. Pois se você se omitir quando poderia impedi-lo, você terá tanta culpa quanto o próprio envolvido. 

Este mandamento está voltado justamente para as pessoas casadas e sugere que se fale a respeito do matrimônio. Deus prestigia e exalta muito o matrimônio, uma vez que, por meio do seu mandamento, Ele o confirma e preserva. 

Por isso Ele também quer que nós o respeitemos, o preservemos e nele vivamos como num estado divinamente qualificado, bem-aventurado, pois Deus o instituiu antes de todos os outros estados e criou homem e mulher diferentes um do outro não para a molecagem, mas para manter a união, ser fecundos, gerar filhos, alimentar-nos e educar-nos para a glória de Deus. Por isso o estado de casado é o mais abençoado por Deus, tendo investido nele tudo o que há no mundo, para que sempre esteja ricamente provido.

A vida conjugal não é assunto para brincadeira ou curiosidade atrevida, mas algo excelente, muito sério para Deus.

Por isso sempre ensinei que não se deve desprezar nem falar mal do casamento, como faz nosso falso clero e o mundo em sua cegueira; e, sim, se deve considerá-lo em conformidade com a Palavra de Deus, que o descreve em termos muito positivos e o declara sagrado.

O estado de casado não é equiparado às outras categorias sociais, mas as precede e está acima de todas, quer se trate do imperador, potentados, bispos ou quem quer que seja. As categorias clericais e profanas precisam se humilhar e assumir esse estado. Não se trata de um estado ou categoria à parte, e, sim, da mais nobre.

Todos os estados, homens e mulheres, foram criados para o matrimônio, devem encontrar-se nele, fora alguns poucos que Deus estabeleceu como exceção, como ineptos para o matrimônio, ou os liberou por elevado talento sobrenatural, no sentido de que conseguem manter a castidade fora do matrimônio.

Pois a natureza implantada por Deus não permite se manter casto fora do matrimônio. Carne é carne, a propensão e o estímulo naturais correm soltos, como todo mundo vê e sente. Para evitar a incastidade com mais facilidade, Deus ordenou o matrimônio, para que cada um tenha sua modesta parcela e com ela se satisfaça.

O matrimônio é bem-aventurado e agradável a Deus.

Este mandamento não só exige que todos levem uma vida casta em atos, palavras e pensamentos, mas que também amem e valorizem seu cônjuge dado por Deus. 

Para manterem a castidade no matrimônio, marido e mulher precisam conviver em amor e harmonia, ser sinceros e fiéis um para com o outro. 

(Fonte: Catecismo Maior, p. 53-56)

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Avenida Ipiranga, 346.

Cultos todos os domingos às 09:00h. Tel. 24.2242-1703

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