Falta d’agua: Rua Teresa registra seis dias sem o benefício

23/10/2016 07:00

O problema de falta d'agua continua causando transtornos a muitos petropolitanos, de diferentes bairros da cidade. No dia de ontem, a  Tribuna de Petrópolis recebeu mais denúncias de falta de abastecimento, desta vez no bairro Atílio Maroti e Rua Teresa. Ao longo da semana outras localidades passaram por problemas, como Valparaíso, Mosela, Taquara, Quitandinha, Chácara Flora, Vinte e Quatro de Maio e Rua Coronel Veiga. 

Nery Afonso, que mora na servidão 6, do Atílio Maroti, já não sabe mais o que fazer para contornar a situação. 

"São quatro dias sem água. Estou tendo que recolher água da chuva para colocar na caixa para, pelo menos, tomar banho. O morro inteiro aqui está sem água", comenta, dizendo ainda que por diversas vezes tentou fazer contato com a concessionária Águas do Imperador, mas não obteve sucesso. "Eu liguei muitas vezes para eles e ficaram de me retornar, mas não ligaram e não falaram mais nada. A nossa sorte é que alguns moradores aqui têm mina e ajuda a gente, mas não dá para viver sem água. Não dá mais". 

Luiza Duarte conta que também tentou contato com a Águas do Imperador, que ficou de retornar a ligação e não deu nenhum posicionamento. "Está dificíl, muito dificíl. Com criança pequena em casa fica pior ainda". 

"Como viver dentro de uma casa sem água para beber, sem água para cozinhar, tomar banho e fazer limpeza? Meu filho foi trabalhar e nem pôde levar marmita", lamenta Antonia de Sousa. 

"As contas chegam e nós pagamos em dia, as vezes com atencedência, e não podemos contar com o serviço. Quanto procuramos por eles nem nos respondem", conclui Nery Afonso. 

Quem também fez denúncias de falta d'água a Tribuna foi André, morador da Servidão Antônio Ferreira Marques de Souza, na Rua Teresa. 

"Hoje (ontem) está fazendo seis dias que nas casas daqui, inclusive a minha, não cai nenhuma gota de água nas caixas. Temos pessoas com crianças, idosos e trabalhadores quererendo água e Águas do Imperador não dá nenhuma posição. Já ligamos para lá  através do 115 e as atendentes falam que a água não tem força para subir, por causa da estiagem e que vai nos retonar. Queríamos uma posição, pois pagamos essa água cara e recebemos um serviço precário". 

Diante das reclamações, a concessionária Águas do Imperador, no caso da Atílio Marotti, em especial ao Cantinho da Esperança, informou que está abastecendo a parte alta da comunidade com pipas. Já com relação à Antonio Ferreira M. de Souza, que é abastecida pela 24 de Maio, a concessionária disse que a bomba estaria ligada naquele momento e ao longo do dia de ontem para normalizar o abastecimento. 

A Águas do Imperador acrescentou ainda que está realizando manobras técnicas, fechando a água das partes baixas,  para ganharem volume e pressão necessárias e suficientes para o acionamento das bombas. Lembram também da importância do uso consciente da água, especialmente nos períodos de estiagem. 

Na quinta-feira, em nota, a assessoria de imprensa da concessionária disse que justamente “em função da estiagem por que estamos passando, os mananciais que abastecem a cidade tiveram queda de aproximadamente 25% em sua vazão, e por isso os  sistemas alternativos de  Ponte de Ferro e Rio da Cidade estão abertos, acionando 30% da vazão diária ao sistema". Colocaram ainda que a falta de chuvas somados  ao calor intenso, fizaram com que o consumo de água aumentesse significativamente, assim, as partes mais altas, obrigatoriamente abastecidas por bombas, ficaram com  o abastecimento prejudicado. A assessoria explicou que as bombas são acionadas automaticamente pelo volume e pressão de água nas redes. “Com a diminuição do volume e pressão, as bombas não são acionadas, e por isso Águas do Imperador realiza manobras técnicas, que consistem no fechamento da água para as partes baixas, para que se alcance volume e pressurização suficientes para abastecimento das partes elevadas". 

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