Incerteza no transporte público da E. Saudade

20/02/2016 11:22

Os moradores da comunidade Montese, que fica na Estrada da Saudade, reclamam dos serviços prestados pela empresa de ônibus Cascatinha, pois há apenas um ônibus na linha 527 que atende os moradores e, segundo eles, quando o veículo não está quebrado é enviado para outra localidade. Aos domingos o transporte público não atende o bairro. A reclamação é antiga e os petropolitanos cobram uma solução. 

Os problemas com transporte público são recorrentes na cidade e a situação tem irritado os usuários das linhas. No início de janeiro o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) informou que novos veículos fariam a substituição dos carros em piores condições. Esses veículos incluiriam a frota das empresas Petroita e Cascatinha.

Segundo Ronaldo Fernandes, de 56 anos, balconista de uma mercearia que fica no ponto final da linha 527, o problema com o serviço do transporte público é um transtorno na região. “O ônibus está sucateado e quando quebra algum carro de outra linha tiram o nosso para suprir a necessidade de outro bairro e ficamos sem, porque só tem um e sempre falta. Quando acontece isso, quem tem carro vai de carro e quem não tem sobe a ladeira a pé até a rua principal, Estrada da Saudade”, diz.

Questionado se os prolemas foram levados aos órgãos competentes, Ronaldo disse que já nem reclama mais. “Já estou calejado, não adianta. O custo da passagem é muito alto comparado à qualidade do serviço, porque é uma carroça, e a distância percorrida é curta. Aqui não tem ônibus domingo em horário nenhum e as senhoras que vão à igreja têm que ir a pé para pegar um ônibus”, fala. 

O também morador da região, Antônio Carlos Camarinho, de 57 anos, mais conhecido como Tuninho, mora na Montese há cerca de 50 anos e disse que o transporte público sempre foi problema da localidade. De acordo com ele, outra situação recorrente é o coletivo deixar os passageiros no ponto final e não pegar os que já estavam à espera. “Ontem, o ônibus passou direto no ponto final, minha esposa ficou esperando horas no ponto e não pegaram os passageiros, isso já aconteceu várias vezes. É uma falta de respeito geral com o usuário. Já liguei para a CPTrans, para um órgão no Rio para saber o que está acontecendo, mas não informam nada e não sabemos mais a quem recorrer”, disse Tuninho, que ainda lembrou que esse é o único carro que atende a Estrada da Saudade até o Bosque. 

Os moradores temem que a má qualidade dos coletivos venha a causar um futuro acidente. Carla Segati ressaltou que a Estrada é uma via perigosa e que vários estudantes dependem dos coletivos. “O 527 está sucateado e quando não quebra tiram ele e mandam para o Neylor. Acabaram com o serviço das vans com a promessa de colocar mais ônibus e não cumpriram. Precisamos de mais ônibus. Às vezes o veículo quebra duas vezes por semana e enquanto não houver um acidente a vida das pessoas vai continuar em risco lá. Tem várias escolas e o fluxo de estudantes é muito grande. 



 




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