O amor ideal

12/05/2017 08:00

É fácil falar de amor, não é? Mas, difícil exemplificá-lo.

O exemplo maior de amor que temos é o daquele ser que nos acolhe ao seio, que nos recebe de braços abertos com o coração, no despojamento de alma para alma, na fluência do aleitamento, na dignidade e desprendimento na sequência do viver, emprestando seu corpo, seu tempo e dando o que tem de si, em todos os momentos, seja nos sofrimentos ou nas alegrias, demonstrando que parte de sua vida pertence às almas que estão sob sua tutela. Este é o amor mais sublime que podemos observar na esfera, o que doa sem receber, o que cede sem pedir nada em troca, o que ama sem medir, o daquela que sofre calada e que aceita tudo para ter o fruto de um amor a seu lado, a poder olhá-lo e amá-lo em silêncio profundo!

Este é o exemplo máximo de um amor mais puro e sincero.

O amor ideal conjugado pelos poetas e prosadores precisa ser vivenciado, sentido em cada íntimo. Não adianta colocá-lo no papel, embrulhando-o para presente, sem vivenciá-lo integralmente!

Amar é algo sublime, é sentimento a ser cultivado envolvido em grande ternura e carinho, é fator de construção, de beleza a se distender dentro e fora de nós, é o que se firmará por séculos e séculos, milênios e milênios!

Sabemos que o amor é o sentimento máximo do Universo, e que, através dele, e por meio dele as almas sofrem, se matam, tripudiam outras tantas, renegam-se, rivalizam-se, mentem, subornam, mutilam-se, destroem-se, como também, crescem, enaltecem-se e constroem, purificam-se e alimentam-se. Portanto, vemos a infinidade de variantes a se instalarem nas almas em torno de um sentimento ansiado e procurado por todos nós, necessário a sedimentar as emoções do Espírito.

Este sentimento de máxima graduação espiritual se converte em ideal a ser buscado a cada vida, pois é o fator que constrói dentro de nós as melhores performances, atitudes mais nobres e valores mais profundos. Amar, sabendo amar, é condição excelsa atingida pelas almas que nele vêm exercitando-se por vidas e vidas, despojando-se e doando-se, entendendo a beleza e a sublimidade a serem abraçadas, a trazerem a satisfação de amar, mesmo sem que o retorno se dê.

Enalteçamos, amigos, este sentimento maior quando, nos braços maternos, encontramos o calor de uma recepção real de amor, de desprendimento, de compreensão e doação e ponderemos se estamos recolhendo estes momentos tão sublimes como filhos a, também, estender nossos braços, agradecendo a sublimidade de tanta doação.

O amor da mãe é fonte de vida a impulsionar os filhos nas caminhadas pedidas, é a graça de Deus a nos ofertar o colo aconchegante e compreensivo, mesmo que não tenhamos tantas afinidades com esse colo, mas sabemos que, sempre que as dificuldades nos tocarem e as dores nos avassalarem, teremos alguém que nos acolherá, simplesmente, e no seio materno, encontraremos o reduto a nos proteger. Irmãos, mesmo entendendo que estamos num viver cármico e que as criaturas que seguem conosco na consanguinidade estejam, também, em alinhamentos necessários, olhemos a alma que nos acolheu no regaço materno e agradeçamos por ela ter cedido seu corpo e seu tempo, a que pudéssemos renovar nossas aspirações de aprendizado e crescimento, colaborando para que, como almas em busca de nós mesmas, nos entrelaçássemos na encarnação atual.

Comemorar um Dia das Mães não basta, porque mãe atua, ajuda, sofre, ama e abraça os filhos todos os dias, doando-se e buscando sempre um meio de vê-los, senti-los, abraçá-los e estar perto, sentindo seu calor e acompanhando sua evolução.

Respeitemos, protejamos e amemos aquela que Jesus nos emprestou, um dia, para acompanhar cada um de nós, carentes filhos de um amor verdadeiro.


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