Senai abre novo edital de inovação para projetos que ajudem na prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19

31/03/2020 10:13

Com novos parceiros, o Edital de Inovação para a Indústria lançou, nesta quinta-feira (26), uma segunda chamada para receber soluções contra os problemas causados pelo novo coronavírus. Estão disponíveis mais R$ 20 milhões, que serão investidos em projetos destinados a prevenir, diagnosticar e tratar a covid-19 e sejam de aplicação imediata. Os novos recursos foram disponibilizados da seguinte forma: mais R$ 5 milhões pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI); R$ 10 milhões pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e R$ 5 milhões pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). As inscrições podem ser feitas no site do Edital de Inovação.

O Edital já havia lançado uma primeira chamada, na qual foram selecionados seis projetos para receber R$ 10 milhões investidos pelo SENAI e pelo Serviço Social da Indústria (SESI). Na lista de escolhidos está proposta de adaptar respiradores mecânicos veterinários para uso em humanos, como forma de ampliar o número de ventiladores pulmonares no sistema de saúde brasileiro.

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Com as duas etapas, serão investidos R$ 30 milhões nas ideias escolhidas, que devem ter aplicação imediata e produzir efeitos em até 40 dias. O SENAI também criou um canal de contato com empreendedores que precisem de apoio tecnológico. As proposições podem ser realizadas por Whatsapp no número (61) 9 9628-7337 ou pelo e-mail combatecovid19@senaicni.com.br.

“O mundo vive um momento grave, em que é necessária a união das instituições para combater o avanço da doença. O apoio conjunto da Embrapii, do SENAI e da ABDI vai contribuir para que novas soluções tecnológicas possam ser desenvolvidas no enfrentamento ao Covid-19. Somando esforços, conseguiremos multiplicar resultados”, afirma o diretor de Planejamento e Gestão da Embrapii, José Luis Gordon.

“Este é o momento de coordenar as ações para alcançar resultados efetivos em benefício da população e no enfrentamento do coronavírus. ABDI, Embrapii e SENAI já atuam como parceiros em outros projetos. Queremos fomentar ações com foco em tecnologias em prol da saúde”, afirmou o presidente da ABDI, Igor Calvet.“

A parceria com a ABDI e a Embrapii vai ampliar muito o escopo da capacidade de contemplar projetos de excelência. A ABDI foi decisiva no alargamento das possibilidades de alavancagem de recursos, que chegam a R$ 30 milhões, e a Embrapii é um parceira de primeira hora da rede de Institutos SENAI de Inovação, que se constitui, cada vez mais, como a maior infraestrutura de apoio à inovação no Brasil”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. 

Soluções do Edital de Inovação devem ser apresentadas com institutos do SENAI

As soluções inscritas no Edital de Inovação para a Indústria devem ser apresentadas por empresas em conjunto com institutos do SENAI. As propostas podem abordar temas como: ampliação do número de respiradores; desenvolvimento de testes de detecção do vírus e de equipamentos de proteção individual (EPIs) que possam substituir máscaras, luvas e sabonetes; reposição de peças e componentes utilizados em unidades de terapia intensiva (UTIs), entre outros. Os projetos poderão ser de até R$ 2 milhões, não necessitando de contrapartida financeira ou econômica.

A implantação e seus efeitos devem ocorrer no prazo máximo de 40 dias. As propostas serão implementadas com apoio dos 27 Institutos SENAI de Inovação e 60 Institutos SENAI de Tecnologia. 

Conheça os projetos selecionados na primeira chamada do Edital de Inovação

Na primeira chamada do Edital, entre os projetos selecionados está o apresentado pela Aredes Equipamentos Hospitalares, com apoio do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura (SC), que vai adaptar respiradores mecânicos utilizados na área veterinária para uso em seres humanos. O novo equipamento será projetado, fabricado e testado na rede do SENAI. Após a homologação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a expectativa é de produção de mil unidades por mês.

Outra empresa selecionada foi a Novitech Equipamentos Médicos, com proposta de ampliar a cadeia de suprimento dos construtores de respiradores pulmonares. Entre as ações que serão executadas estão identificar gargalos na produção dos ventiladores pulmonares, desenvolver novos fornecedores de componentes e propor alternativas de processo de fabricação desses componentes.

Projeto para a produção de testes rápidos de diagnóstico do Covid-19 apresentado pela empresa Hi Technologies (Hilab) também foi selecionado na primeira etapa e terá apoio do Instituto SENAI de Inovação em Eletroquímica (PR). A previsão é entregar 15 mil testes em sete dias, 150 mil em 40 dias, até concluir a entrega de 450 mil testes em até três meses.

A empresa MDI Indústria e Comércio de Equipamentos Médicos, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Avançados de Saúde (BA), foi outra escolhida e vai desenvolver teste “padrão ouro” recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo qual é possível identificar, em tempo real, a presença do coronavírus em amostras coletadas em Swab de material oral (garganta) ou nasal. A estimativa é o processamento de 200 testes por dia, totalizando 1.200 testes semanais e 4.800 testes mensais.

Estes foram os projetos selecionados na primeira chamada Missão contra a covid-19 do Edital de Inovação para a Indústria:

Saiba mais sobre Edital de Inovação para a Indústria

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do SENAI e do SESI. Desde que foi criado, em 2004, foram selecionados mais de mil projetos inovadores, nos quais foram investidos mais de R$ 680 milhões. As propostas escolhidas recebem recursos e apoio para desenvolvimento de uma prova de conceito, passando por processos de validação, de protótipo e de teste na rede de inovação e tecnologia do SENAI e do SESI.

Além do financiamento por meio do Edital, o SENAI pôs sua infraestrutura a serviço do combate à pandemia de coronavírus em quatro frentes:

1) detecção e diagnóstico, por meio do apoio à maior produção de testes para detecção do vírus;

2) prevenção, com ajuda à fabricação de equipamentos de proteção individual (EPI);

3) tratamento de doentes, ao trabalhar na manutenção de respiradores mecânicos parados e apoiar a fabricação e desenvolvimento de novos equipamentos, e

4) gestão hospitalar, ao prestar consultoria para organização do fluxo, buscando otimizar o atendimento em hospitais e proteger os profissionais de saúde.



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