Tatuagens homenageiam afeto e companheirismo de cães e gatos

10/05/2018 15:45

Para muitos tutores cães e gatos são como filhos do coração. Uma relação de afeto e companheirismo que tem rendido as mais variadas homenagens. Para tentar retribuir esse amor gratuito, alguns tutores registram na pele momentos especiais vividos ao lado dos seus bichinhos. Nas tatuagens, as tutoras Cristiane, Márcia e Thais, encontraram uma forma de eternizar a presença desses filhos do coração. 

A relação da Cristiane Carius com a Sophia começou quando ela ainda morava no Rio de Janeiro, em Santa Teresa. Ela contou que uma vizinha encontrou a gatinha com outros cinco filhotes na rua. Dos filhotes, apenas as duas fêmeas não foram adotadas. “Minha vizinha me ofereceu a Sophia, mas a princípio eu fiquei relutante. Morava sozinha em um apartamento pequeno, não podia ficar com ela. Aí um dia desci a rua e encontrei com a minha vizinha com a Sophia no colo. Ela olhou para mim e começou a miar e veio para mim. Foi um amor instantâneo e recíproco”, contou. 

Mesmo resistente no início, hoje, Cristiane admite que adotar a Sophia foi uma das melhores escolhas que fez. “Eu estava em uma fase muito ruim da minha vida. Estava muito triste, sozinha, longe da família. Isso me deixava muito mal por eu estar longe de todo mundo. Ai quando peguei a Sophia, foi uma grande surpresa na minha vida. Ela é uma fofa, muito espera, super educada e faz parte da minha família”, disse. 

E na tatuagem a Cristiane encontrou uma forma de nunca a esquecer. “Eu já criei outros gatos, mas só machos. A Sophia é a primeira fêmea. Eu tenho um amor tão incondicional por ela que resolvi tatuar no corpo para nunca esquecê-la. Tenho o desenho de uma gatinha no pulso e umas patinhas no ombro. Ela é meu xodozinho, minha bebê. Faço tudo por ela”, completou. 

Assim como a Cristiane, a Márcia Coelho também é apaixonada por pets. Só que além de homenagear o seu cãozinho Gru, ela encontrou na tatuagem uma forma de lembrar todos os cães que ajuda na entidade filantrópica Dog’s Heaven. “Minha tattoo foi feita como forma de homenagear meu cão e tantos outros que ajudo. Sempre fui apaixonada por cães”, disse.

A tutora conta que o Gru foi encontrado amarrado dentro de um saco plástico, com mais ou menos dois meses de vida, muito magro e machucado. “Cuidei dele, e depois de algumas horas de soro já o vi caminhando para uma nova vida”, disse contente. Márcia tatuou a frase “All we need is love”, como uma forma retribuir o afeto que recebe dos cães que ajuda. 

“Recebi um olhar de gratidão único, isso te muda! Te desperta um amor único. Eu já era apaixonada por cães, já tive inúmeros cães. O mundo anda tão mal, e os animais são totalmente indefesos, você ajuda um, ajuda outro, ajuda vários, isso te transforma cada dia em uma pessoa melhor. E o Gru está ali comigo nessa luta. Tudo o que me basta é um olhar ou uma lambida dele pra que eu me sentir a melhor pessoa do mundo”, disse. 


Tutores fazem tatuagens para homenagear pets que morreram

A cadelinha Moly foi adotada pela Thais Flor, já adulta. Ela contou que sua mãe a encontrou na rua, machucada e com sinais de maus tratos. “Eu lembro da primeira vez que vi a Moly, ela estava no terraço lá de casa, não ia com ninguém. Ela não era arisca, mas tinha muito medo. Tinha medo de vassoura e se ouvia um barulho forte se urinava de medo. Minha mãe cuidou dela, e eu logo me apaixonei”, contou. 

Na família que não tinha animais de estimação, a Moly virou o xodó. Thais conta que teve a Moly ao seu lado foram grandes batalhas, principalmente por causa da saúde frágil da cadelinha. “A Moly teve câncer quatro vezes, e na última vez que a doença voltou eu tive que optar pela eutanásia. Na última cirurgia foi retirado metade do peito dela, porque o tumor já tinha alcançado o fígado todo e já tinha dado metástase. Eu gastei muito dinheiro com a Moly, fiz tudo o que eu pude para tentar salvá-la. Na última cirurgia gastei R$ 4 mil, e essa foi a escolha mais difícil que fiz na minha vida até hoje. Acho que fiz porque estava desesperada”, contou emocionada.

Moly morreu em setembro de 2016, três semanas antes dela partir, Thais tatuou no braço o nome dela e o desenho de uma patinha. “A Moly foi e é o grande amor da minha vida. Essa tatuagem é a que eu mais amo”, completou. 

Hoje, Thais vive com a Luna, uma cadelinha que resgatou após um atropelamento, dois meses depois de perder a Moly. “Depois que cuidei da Luna, tentei colocá-la para adoção, mas não consegui e acabei ficando com ela. A Luna é uma criancinha, extremamente levada, está comigo há ano. Destrói tudo, come tudo, parece minha sombra. Ela e a Moly são os amores da minha vida”, contou. 


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