Terceirizados do DER querem acionar a justiça para receber salários atrasados

03/04/2020 15:00

Sem salários há dois meses, os funcionários contratados pela empresa Sérgio Porto, empresa que presta serviços para o Departamento Estadual de Estrada e Rodagem (DER/RJ) querem recorrer à justiça para receber. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Petrópolis, José Maria Rabelo, a orientação é que os trabalhadores busquem o sindicato na próxima semana para que as medidas legais sejam providenciadas.

De acordo com José Maria, o sindicato vem tentando contato com a empresa desde fevereiro, quando o primeiro pagamento não foi feito. “A empresa não tem endereço correto, não tem número, o sindicato está com dificuldade para entrar em contato com a empresa”, disse. 

A empresa Sérgio Porto é contratada pelo DER para fazer o serviço de manutenção viária nas estradas administradas pelo órgão. Pelo menos 13 trabalhadores que vinham fazendo a manutenção viária de um trecho da Estrada União e Indústria estão com os salários atrasados e paralisaram os serviços. 

Os funcionários, que pediram para não ser identificados, dizem estar preocupados com a situação, principalmente no momento delicado em relação à pandemia do coronavírus. “Já somam dois meses sem pagamento. O vale alimentação também não entrou completo, já não sabemos mais o que fazer. Ainda mais agora, com o coronavírus, estamos dependendo de uma posição da firma”, disse um funcionário.

“A gente acredita que se o DER não assumir o salário deles, com a responsabilidade solidária que cabe a eles, nós vamos entrar com o processo mesmo. Porque a empresa não tem condição de arcar”, disse o presidente do sindicato.

A Tribuna entrou em contato com o DER, questionando a vigência do contrato com a empresa Sérgio Porto e sobre o atraso nos salários. O departamento informou, no entanto, que quem efetua o pagamento dos funcionários é a própria empresa contratante, e não o departamento. A Tribuna tentou novamente contato com a empresa Sérgio Porto, mas até o fechamento desta reportagem não obtivemos resposta.

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